guarde o meu vazio dentro do seu vazio
a figura do mártir assombrado por arrependimento
a boca que tanto falou, o rosto em tormento
o corte de onde sai veneno e nós sugamos como vampiros
a figura do mártir assombrado por arrependimento
a boca que tanto falou, o rosto em tormento
o corte de onde sai veneno e nós sugamos como vampiros
guarde a minha dor dentro da sua dor
as mãos enlaçadas para controlar nossas vontades
as mentiras repetidas que não se tornam verdades
as migalhas que alimentam, mas não saciam
as mentiras repetidas que não se tornam verdades
as migalhas que alimentam, mas não saciam
guarde a minha solidão dentro da sua solidão
a compulsão que leva a mais uma dose
o cadáver de uma alegria agora em necrose
a vida passando enquanto nos destruímos e chamamos isso de amor
Nenhum comentário:
Postar um comentário