eu nunca entrei numa casa que tenha sótão ou porão
eu nunca atravessei a rua para chegar ao outro lado
eu nunca sai do quarto num dia muito quente ou num dia muito frio
eu nunca fui suficientemente completa nem suficientemente sozinha
eu nunca me deitei no cama à noite com a sensação de dever cumprido
eu nunca soube nadar, seja na piscina ou num rio
eu nunca consegui cultivar amigos no meu jardim (eu nem tenho jardim)
eu nunca consegui escrever tudo o que sinto para me entender
eu nunca percebi que a cada dia eu perdia uma parte minha
eu nunca aprendi a amar, até ver você ir embora
eu nunca pertenci a um lugar, eu nunca tive ou fui um lar
sou um amontoado de tijolos quando preciso ser concreto
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